"Se é assim a montra, imagino o armazém",
é um piropo muito usado principalmente pelos homens nascidos na década de cinquenta e sessenta. Os homens nascidos nestas décadas estavam habituados e gostam de mulheres com muito pêlo, ou seja, neste caso concreto, mulheres com pintelheiras fartas e quando observam uma mulher com imenso pêlo à volta do umbigo ou no fundo as costas, soltam logo este magnífico piropo.
Manuel da Pedras, é um destes homens. Nascido em 1956, cresceu numa família pobre e aos 10 anos teve que sair da escola, onde aliás não era bom aluno, para ir para ajudante de seu pai, que era trolha. Manuel das Pedras cresceu então na "obra", ou seja, na Universidade do Piropo grosseiro e badalhoco. Quando começou a despertar nele a adolescência e começou a apreciar mulheres, o que ele mais gostava nelas era serem muito peludas. As suas primeiras experiências sexuais foram na recta de Coina, onde se envolveu com algumas mulheres da vida, que naquele tempo não sabiam o que era depilação, ora por essa razão tinham pêlo no grelo que até encaracolava.
Aos 20 anos Manuel das Pedras apaixonou-se pela sua Maria e casaram. O que ele mais gostava de lhe fazer era uns minetes e ficar com a boca cheia de pêlo que depois os cuspia com uma alegria como se fossem troféus.
Agora com 60 anos, Manuel das Pedras foi desafiado pelo seu amigo Tónico para irem ao Bordel da Alda da Silva, darem um pirafo e como isso era coisa que ele só fazia de ano a ano com a sua Maria, aceitou. Lá foram os dois e quando lá chegaram Manuel das Pedras ficou logo encantado com uma brazuca que tinha um buço sem estar desclorado o que dava a ideia que gostava de se ver com pêlo. Entraram os dois para o quarto e começaram a despir-se.
Manuel das Pedras quando olha de alto a baixo para a brazuca, diz-lhe:
Tu estás doente?
Porquê, responde ela.
Porque não tens pintelho, diz ele.
Pois não velhao, agora nós nos depilamos para ficarmos mais bonitas e gostosas para vocês, diz ela.
Não, não, tu não me enganas, tu estas doente, ou apanhaste uma camada de "chatos" e tiveste de rapar isso tudo. Eu não vou fazer nada contigo,se não ainda me cai a gaita. Vou-me embora, diz Manuel.
Ela Indignada, diz: ó velhote, já me viste nua, tens que me pagar.
Eu pago é o caralho, diz Manuel, vou-me embora mas é, antes que fique também doente, e saiu do quarto, indo a brazuca atrás dele a difama-lo.
Manuel volta-se para trás e tenta agredir a brazuca, ela desvia-se tenta bater também em Manuel. Nisto engalfinha-se tudo à porrada, até chegar a GNR e levar tudo para o posto.
Moral da história: Gostos são gostos e nem sempre a maravilha que está na montra, mostra o que realmente está no armazém.
